A quem se estarreceu com as imagens de índios Kayapó ferindo com facão um engenheiro da Eletrobrás, o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro oferece um eixo de compreensão: “Não se deve ao temperamento primitivo e selvagem dos índios. Se deve ao modo como eles reagem diante de situações, que nós, talvez acostumados à obediência e à humildade, talvez não reajamos assim”. Em entrevista, Viveiros de Castro analisa a crise amazônica como símbolo de um impasse. “Há um certo modelo de desenvolvimento que se tornou dominante. Um modelo baseado na exportação maciça de produtos do agronegócio, pecuária e agora os biocombustíveis. São modos de exploração ambientalmente estúpidos e sem futuro do ponto de vista da sustentabilidade” – FSP, 1/6, Brasil, p.A11.
Fonte: ISA
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Arquivado em: Opinião | Etiquetado: Hidrelétrica, Kaiapó, Belo Monte, Antropólogo